Archive for the ‘textos’ Category

qual crise?

outubro 28, 2008

esse ótimo texto expressa muito bem a posição de nós humanistas

sobre o mundo de conto de fadas do mercado financeiro internacional.

crise de verdade já vivemos à muito tempo e essa é muito mais séria

é a nossa crise de identidade como seres humanos! é hora de acordar pessoal!

segue o texto:

Não em nosso nome

Diante dos trilhões (ninguém sabe a cifra exata) de dólares despejados pelos governos do mundo inteiro para supostamente “salvar” o chamado sistema financeiro, surge uma inevitável pergunta. A quem de fato, estamos realmente salvando? Estamos salvando milhões de crianças dos países periféricos que morrem de inanição? Estamos salvando um sistema que fornece as condições de qualquer pessoa, em qualquer parte do planeta, tenha condições dignas de sobrevivência, que tenha cultura, educação e saúde? A resposta unânime é não. A voz corrente dos porta-vozes do sistema é a de que temos que salvar o sistema financeiro internacional em nome de todos, porque, com sua ruína, todos iremos perder. Interessante esta linha de raciocínio, porque a humanidade reproduz, através do sistema capitalista, o mito de sísifo. Quando o sistema está bem, os correntistas estão ganhando, a bolsa está em alta, alguns de fato ganham alguma coisa, e estamos certos de que não é a maioria. A maioria está alheia a todos este processo. O clima geral de satisfação dos mercados irradia na última onda de hertz alguns empregos de R$ 400 reais para a construção civil, venda de alguns carros a prazos a perder de vista, etc…Ou seja, alguma migalhas para os simples mortais. Os grandes ganhadores do sistema, as coorporações, os grandes investidores, os sanguessugas, os parasitas, os banqueiros, as multinacionais, estes sim, ficam com a grande fatia dos recursos mundiais. Mas, com a crise provocada justamente por estes, através de falcatruas, (roubo mesmo, que os grandes medias não ousam afirmar pois desmoralizaria por completo o sistema), todos somos chamados a “salvar o sistema financeiro”. Agora, vocês imaginem uma senhora que mora no seu barraco do morro João Ninguém, tendo que ajudar os banqueiros de Wall Street. Surrealista? Não. Verossímel, pois de alguma forma o sistema coordenou-se para que o sacrifício desta mulher ajude a enviar dinheiro parra um apostador da Bolsa de Valores. Seja através do emprego do seu marido que vai ser subtraído, seja através do aumento do imposto de algum produto de primeira necessidade, seja através do preço disto ou daquilo. Em suma, é este o maravilhoso mundo criado pelo sistema financeiro internacional. Um mundo onde alguns ganham muito e a maioria paga o preço quando algo não dá certo. Um mundo irreal, um mundo irracional.

Que agora os governos venham apregoar um maior controle sobre o Sistema Financeiro , lembra Viviane Forrastier, e as apostas nas chamadas forças vivas da nação. Lembra Roberto Campos e a lanterna “quebrada” na popa. Lembra o Delfim falando na divisão do bolo. Lembra o Carlos Sardenberg falando sobre os ventos favoráveis do capitalismo. Lembra os sermões pomposos da Igreja Universal do Engodo da Mirian Leitão. Poucos parecem entender que o sistema moralmente faliu. Seus pastores e falsos profetas perambulam como cegos pelas esquinas desertas procurando os fiéis que abandonam a igreja do Estado Mínimo. Mas a realidade é que não existe nada que justifique o sacrifício dos pequenos em nome dos grandes. Não existe a “irmandade” da migalha com o banquete. Não existe sermão, promessa, vaticínio ou verbo que conjugue a miséria da humanidade com o luxo dos vampiros financeiros. Nunca na historia da humanidade ficou tão claro a diferença entre o mundo real do trabalho e o mundo ilusório dos especuladores. Diante disto, qualquer outro sistema poderia jactar-se: imagine tal quantia despejada na extinta URSS, em nome de todos? Imaginem um aporte deste nível despejado em Cuba? No Paraguai? Na Venezuela? NO Brasil ou na África?

De sorte, que os defensores do capitalismo não tem escolha a não ser reconhecer que é preciso urgentemente criar outra forma de poder econômico, porque com todo este dinheiro qualquer sistema sobrevive. Um sistema onde poucos ganham, e a maioria é que paga a conta.

Marcos Henrique Guimarães

Curitiba – 8443-7224

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Não estamos na idade de fazer guerras

março 20, 2008

no aniversario de 5 anos da invasão , de araque, do iraque

a “homenagem” que fazemos é esta musica do legião, sempre atual enquanto os senhores

da guerra continuarem por aí a tomar os rumos do mundo.

aliás sr Bush encontrou as armas de destruição em massa?

será que não estão escondidas em seu próprio território?

A Canção Do Senhor Da Guerra

Legião Urbana

Composição: Renato Russo e Renato Rocha

Existe alguém
Esperando por você
Que vai comprar
A sua juventude
E convencê-lo a vencer…

Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças
Com armas na mão
Mas explicam novamente
Que a guerra gera empregos
Aumenta a produção…

Uma guerra sempre avança
A tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Prá que exportar comida?
Se as armas dão mais lucros
Na exportação…

Existe alguém
Que está contando com você
Prá lutar em seu lugar
Já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer…

E quando longe de casa
Ferido e com frio
O inimigo você espera
Ele estará com outros velhos
Inventando
Novos jogos de guerra…

Que belíssimas cenas
De destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação…

Veja que uniforme lindo
Fizemos prá você
Lembre-se sempre
Que Deus está
Do lado de quem vai vencer…

Existe alguém
Que está contando com você
Prá lutar em seu lugar
Já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer…

E quando longe de casa
Ferido e com frio
O inimigo você espera
Ele estará com outros velhos
Inventando
Novos jogos de guerra…

Que belíssimas cenas
De destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação…

Veja que uniforme lindo
Fizemos prá você
Lembre-se sempre
Que Deus está
Do lado de quem vai vencer…

O senhor da guerra
Não gosta de crianças…(6x)

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reforçamos nosso repúdio a qualquer forma de violência!

este mundo que aí esta ja faz muito tempo, vamos remodela-lo e é agora!!!

reinvente o mundo! seja humano!

abraços.

No caminho com Maiakovisk

fevereiro 7, 2008

Na primeira noite, eles se aproximam

e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.

 

Na segunda noite, já não se escondem,

pisam as flores, matam nosso cão.

E não dizemos nada.

 

Até que um dia, o mais frágil deles,

entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,

e, conhecendo nosso medo,

arranca-nos a voz da garganta.

 

E porque não dissemos nada,

já não podemos dizer nada.

 

 

 

 

 

EDUARDO ALVES DA COSTA

Niterói, RJ, 1936

ano novo

janeiro 7, 2008

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